Fim do minimalismo? Entenda a nova tendência da decoração:

A arquitetura redescobre a 'casa com cara de casa', valorizando memórias, objetos afetivos e identidade na busca de ambientes mais autênticos.

Por Redação CASA.com.br Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 abr 2026, 13h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 12h37
Ateliê de pintura é refúgio criativo acolhedor e cheio de histórias. Projeto de Bianca Da Hora.
Projeto de Bianca Da Hora. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/Divulgação)
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Fim do minimalismo? Entenda a nova tendência da decoração: Priorizar nos meus resultados Google

Sua casa tem ‘cara de casa’? A pergunta pode soar simples à primeira vista, mas tem despertado discussões importantes no campo da arquitetura contemporânea. Após anos de predominância do minimalismo e do modernismo, marcado por linhas retas, vidro, metal e paletas frias, cresce um movimento que propõe uma revisão desse modelo.

Arquiteto reforma o próprio apartamento de 78 m² com projeto afetivo e repleto de cor. Projeto Raphael Assaf Arquitetura
Projeto Raphael Assaf Arquitetura. (Leila Viegas/Divulgação)

Nos últimos anos, no entanto, essa pensamento passou a dar lugar a abordagens mais sensíveis e conectadas com a realidade. Arquitetos e designers têm apostado em projetos que valorizam a vivência, memória e a construção afetiva dos espaços.

Ateliê de pintura é refúgio criativo acolhedor e cheio de histórias. Projeto de Bianca Da Hora.
Projeto de Bianca Da Hora. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/Divulgação)

Surge, assim, a ideia da ‘casa com cara de casa’, conceito que resgata o cotidiano e às vivências como parte fundamental da estética do lar.

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Fim do minimalismo? Entenda a nova tendência da decoração. Projeto de Rafaela Giudice.
Projeto de Rafaela Giudice. (Instagram/@bespokedela/Reprodução)

Ainda que de forma gradual, a arquiteta e gestora do escritório BESPOKE Dela, Rafaela Giudice, acompanha de perto a mudança no olhar arquitetônico e revela que a busca por referências externas, vindas de diferentes capitais e regiões do Brasil, tem despertado um novo repertório entre moradores e profissionais.

Memórias e histórias de viagem permeiam apê de 170 m². Projeto de Camila Niskier e Noa Arquitetos. Na foto, sala, mesa de jantar, luminária, gallery wall.
Projeto de Camila Niskier e Noa Arquitetos. (André Nazareth/Divulgação)
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Casa exala aconchego com muitos tapetes, arte, verde e soluções funcionais

Charmosa casa de fazenda preserva decoração, móveis, histórias e memórias afetivas da avó da moradora. Projeto de Marina Carnevale.
Projeto de Marina Carnevale. (Reprodução/Divulgação)

“Existe uma discussão grande na arquitetura sobre esse momento em que as casas se dizem ser ‘minimalistas’, onde a cor é um problema, com poucos objetos e mobiliário; onde a busca da perfeição parece ser sinônimo de deixar tudo intacto. E agora a gente volta a falar de casas com vida, com história. Eu sempre digo que uma casa nunca está pronta, mesmo que a obra tenha sido entregue. Tem sempre algo para fazer, para mudar, para testar, algum objeto novo. A vida é muito dinâmica e orgânica – e a casa precisa representar isso”, explica.

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Fim do minimalismo? Entenda a nova tendência da decoração. Projeto de Rafaela Giudice.
Projeto de Rafaela Giudice. (Instagram/@bespokedela/Reprodução)

Nesse cenário, mais do que inserir elementos típicos nos projetos, a proposta é desenvolver um olhar mais atento e sensível. Segundo Rafaela, elementos pessoais ganham protagonismo e passam a compor os ambientes de forma mais livre, como objetos trazidos de viagens, móveis antigos, peças herdadas e itens colecionados ao longo do tempo.

Ladrilhos e tijolinhos dão charme vintage à esta casa de vila de 150 m². Projeto de Studio Duas Arquitetura.
Projeto de Studio Duas Arquitetura. (Fotos: Juliano Colodetti, do MCA Estúdio/Produção visual: Andrea Falchi e Rennan Scalabrin/Divulgação)
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A arquiteta destaca que há também um certo cansaço em relação à padronização estética. “É uma casa que não é toda nova, que tem coisas antigas, que foi sendo construída ao longo do tempo, com cores, vivacidade e aconchego. Isso traz identidade”, diz Rafaela.

Cobertura de 90 m² com home office no mezanino tem muito artesanato. Projeto de Samba Estúdio. Na foto, sala, banco de madeira de artesanato, arranjo de flores secas.
Projeto de Samba Estúdio. (Isabela Mayer/Divulgação)

Esse movimento também impulsiona uma valorização mais evidente da arquitetura brasileira. O Brasil se destaca pelo uso de materiais naturais, presença de cores e a mistura de texturas, valorizando as produções feitas à mão. Madeira, barro, argila e fibras aparecem como elementos ‘destaques’ nas plantas, que aquecem os ambientes e reforçam conexões com o território e com a cultura local.

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Fim do minimalismo? Entenda a nova tendência da decoração. Projeto de Rafaela Giudice.
Projeto de Rafaela Giudice. (Instagram/@bespokedela/Reprodução)

A força do artesanato regional, com rendas, cerâmicas e objetos feitos à mão, incluindo o uso do barro e da palha, tem influenciado projetos contemporâneos em diferentes partes do país. Essa estética, além de carregada de significado cultural, também dialoga com um público que busca mais originalidade e menos padronização.

Charmosa casa de fazenda preserva decoração, móveis, histórias e memórias afetivas da avó da moradora. Projeto de Marina Carnevale.
Projeto de Marina Carnevale. (Reprodução/Divulgação)
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