O ano 2026 é especial para os fãs de Bleach. Vinte e dois desde o lançamento do anime, a franquia chega ao fim, com a adaptação da parte final da saga, "A Guerra Sangrenta dos Mil Anos".
Na obra, a Soul Society e o Mundo dos Vivos não devem se misturar. Mas, aqui, na vida real, alguns universos distantes se entrelaçaram: Bleach e arquitetura conversam muito mais do que você imagina!
O autor, Tite Kubo, é um entusiasta de arquitetura. Em entrevistas, ele afirmou ter se inspirado em vários nomes e construções célebres para desenhar os prédios que aparecem no mangá.
Kubo tem uma preferência pelo modernismo e brutalismo, ambos muito adequados para representar edifícios estéreis do Palácio de Las Noches, no Hueco Mundo, e do Wandenreich, nação dos Quincys.
"Além de Louis Kahn e Oscar Niemeyer, que mencionei em uma pergunta anterior, eu gosto de arquitetura brutalista e fui ajudado, ou melhor, influenciado pelo Teatro Nacional da Inglaterra...
...pela Capela de Ronchamp, de Le Corbusier e pela Igreja da Santíssima Trindade, só para mencionar alguns", afirma o mangaká em uma sessão de perguntas e respostas.
Esses prédios têm o concreto como material principal e seguem a ideia de que a função precede a forma, ou seja, ornamentações são eliminadas.
Algumas das características desses movimentos da arquitetura são: a monumentalidade, a sobriedade de traços e o racionalismo construtivo.
Portanto, modernismo e brutalismo combinam bastante com a ideia de poder que precisa ser transmitida no universo de Bleach.
Essa conexão inusitada é fruto de uma admiração de Kubo por Oscar Niemeyer. Em sessões de perguntas e respostas, o autor diz que o Congresso Nacional de Brasília é um de seus prédios preferidos.
Kubo até criou um personagem cujo nome é baseado no arquiteto: o membro da Divisão Zero e criador das espadas zanpakutō, Ōetsu Nimaiya!