Plataforma viabiliza reaproveitamento de materiais de construção

A iniciativa, pensada por arquitetas de Sinop, permite o trânsito de materiais entre aqueles que querem descartá-los e os que precisam deles para reforma

Por Yara Guerra Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 4 jun 2019, 12h12 | Atualizado em 2 jul 2026, 09h08
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 (Divulgação/Casa.com.br)
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Que maravilha é poder reformar a nossa casa, não é mesmo? Mas se você, assim como nós do Casa.com.br, ama sustentabilidade, é normal que fique inquieto com o descarte das sobras de materiais de construção.

Luminárias, pias, tinta, verniz, azulejos, telhas, torneiras e revestimentos de parede, entre tantos outros, infelizmente costumam não ser reaproveitados após as obras. Acabam sendo destinados, assim, a lixões, terrenos baldios e aterros sanitários. 

Obra Solidária
Carolina, Gislaine e Cândido, junto ao contêiner onde ficam guardadas as sobras de construções e reformas (Divulgação/Casa.com.br)
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Foi pensando nisso que as arquitetas Maria Carolina de Souza Barreto e Gislaine Fabri, proprietárias do escritório Personnalité (Sinop — MT), criaram o Obra Solidária. Trata-se de uma plataforma que serve de ponte entre quem quer doar estes materiais a serem descartados e quem precisa deles para construir e reformar.

Funciona assim: as sobras são inscritas por quem quer descartá-las e os que desejam recebê-las se candidatam na plataforma. A data e horário da entrega, que pode ser feita pelo doador ou buscada pelo contemplado, também são combinados no site.

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A iniciativa tem como público-alvo famílias em situação de vulnerabilidade social. Em dois anos, o Obra Solidária arrecadou 644 doações de sobras de construção e reformas. Até o momento, seis famílias foram beneficiadas e puderam melhorar suas moradias.

“Pacientes com câncer e outras doenças, quando saem de hospitais, precisam continuar o tratamento em casa, mas dependem de contar com banheiro adequado”, afirma Carolina. Este público tem recebido apoio da plataforma.  

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“A gente passa a repensar muita coisa na vida, no conforto que temos e nas pessoas que não têm banheiro dentro de casa. Estamos dando dignidade a essas pessoas. Temos carinho especial com as crianças”, diz Carolina.

O sucesso da iniciativa está transformando a plataforma em aplicativo, a fim de replicá-la em Minas Gerais, Rondônia e Rio de Janeiro. Enquanto as arquitetas preparam o Código de Ética, entretanto, o Obra Solidária fica aberta apenas para o Mato Grosso. “Queremos ter certeza de que a plataforma será usada honestamente e dentro da lei”, ressalta Barreto.

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Esta história começou em 2015, quando o escritório Personnalité começou a praticar a responsabilidade socioambiental. As arquitetas alugaram um contêiner para guardar os materiais que sobravam das obras de seus clientes e desenvolveram, em parceria com Cândido Alberto, a plataforma para otimizar as entregas.

O Obra Solidária permite, ainda, leilões online de algumas peças, a fim de arrecadar recursos para custear despesas — que vão da mão de obra, contas de telefone até combustível para realização das entregas.

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Outros escritórios também podem divulgar seus serviços na plataforma, que se tornou uma vitrine de arquitetos com boas práticas de responsabilidade socioambiental.

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