Antes de se tornar uma possibilidade recorrente nos projetos, a porta de correr já fazia parte das alternativas arquitetônicas que adaptavam os espaços de acordo com a necessidade.
Na arquitetura japonesa, as fusumas assumiram, por séculos, a função de separar ambientes sem constituir uma divisão permanente por meio de painéis deslocáveis para alterar a configuração dos cômodos.
Exemplares de portas deslizantes japonesas dos séculos XVI e XVII mostram como o sistema também ganhou função estética, com superfícies decoradas que participavam da composição dos interiores.
Hoje, a lógica permanece, porém com materiais, ferragens e possibilidades de instalação muito diferentes.
Nos projetos residenciais, a porta de correr se destaca, sobretudo, quando a circulação precisa ser preservada ou quando o ambiente tem dimensões reduzidas.
“Elas são as melhores opções para essas situações”, explica a arquiteta Isabella Nalon, que aponta a economia de espaço como uma das principais vantagens do recurso.
Ao contrário da porta convencional, que precisa de uma área livre para a movimentação da folha, a versão de correr se desloca paralelamente à parede.
Essa característica libera a área diante do vão em salas pequenas e outros cômodos nos quais cada centímetro interfere no layout.