Basta um único elemento curvo para mudar completamente a interpretação do ambiente. Seja uma bancada sem quinas, um sofá ou poltrona com formas orgânicas, um arco que conduz o olhar ou uma marcenaria.
Todas as expressões são capazes de romper a rigidez das linhas retas e imprimir mais movimento aos espaços. Segundo a arquiteta Ana Rozenblit, à frente da Spaço Interior:
"As curvas não entram apenas porque são uma tendência, mas sim por fazerem sentido na proposta do projeto residencial. Quando bem aplicadas, elas tornam os ambientes mais acolhedores, (...)"
"adicionam um contraste interessante com as linhas retas e uma atemporalidade que considero bastante interessante, pois não passam despercebidas”.
A ideia de notabilizar as formas orgânicas nos projetos encontra respaldo na psicoarquitetura, campo da neurociência e psicologia que compreende a relação entre pessoas e espaços construídos...
com ênfase nas emoções, subjetividade e a história do indivíduo.
Estudos indicam que os contornos arredondados tendem a ser percebidos pelo cérebro como mais acolhedores e menos ameaçadores quando comparados com ângulos muito marcados.
“As curvas também permitem destacar componentes específicos como nichos, mobiliário, painéis e estruturas aparentes, reforçando a identidade do projeto sem abrir mão da funcionalidade”.
Quando aplicado de maneira equilibrada, esse código estabelece uma conexão entre arquitetura, marcenaria e decoração.