Jadim botânico chinês guarda 2000 sementes de plantas para preservação

Pensando no futuro das próximas gerações, o Hangzhou Botanical Garden construiu um banco que inclui sementes raras

Por Yara Guerra Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
28 jun 2019, 16h38 • Atualizado em 17 fev 2020, 16h02
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    (Divulgação/Casa.com.br)

    O Hangzhou Botanical Garden, localizado no leste da província chinesa de Zhejiang, recentemente recebeu 2000 espécies em seu banco de sementes. A iniciativa vem para promover a preservação da diversidade genética das plantas e garantir o futuro das próximas gerações.

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    Hangzhou Botanical Garden (Reprodução/Casa.com.br)

    Após serem limpas e colhidas, as sementes são levadas para uma biblioteca de recursos – o banco de sementes – na qual elas são postas, imediatamente, dentro de uma sala para secagem.

    Depois de secas, as sementes permanecem seladas em jarras em uma temperatura de -20°C para hibernação.

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    O banco inclui espécies raras, como aquelas da única árvore Carpinus putoensis do mundo. Mais ambicioso que esta posse, porém, é o desejo do Hangzhou Botanical Garden de ser, futuramente, o maior recurso de sementes no leste da China.

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    A entrada para o Global Seed Vault no meio do gelo ártico (Divulgação/Casa.com.br)
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    Como a China, a Noruega também se preocupa com a preservação de sementes. Não à toa, foi ela o país que bancou, em parceria com a Organização das Nações Unidas, o Global Seed Vault – o “cofre do fim do mundo”.

    Inaugurado em 2008, trata-se de um caixa-forte internacional de sementes, erigido na ilha norueguesa de Spitsbergen e enterrado no gelo ártico.

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    (Divulgação/Casa.com.br)
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    A iniciativa visava salvaguardar a agricultura global em caso de catástrofes, como guerras nucleares, quedas de asteróides e mudanças climáticas.

    De 1000 m², o Global Seed Vault fica enterrado no permafrost (solo típico do Ártico) e tem capacidade para abrigar até 4,5 milhões de sementes.

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    Um dos cofres do Global Seed Vault, em que a temperatura é de -18°C. (Divulgação/Casa.com.br)
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    E, como eu sei que você está se perguntando: sim, o Brasil contribui para o Global Seed Vault! Temos depositados 10.000 de nossos germens no cofre internacional.

    Para que nunca precisemos retirá-las do banco e que as sementes sirvam apenas para fins de pesquisa, é essencial que cada um cumpra o seu papel com a sustentabilidade. Respeitando a natureza, os desastres não acontecem e tanto as sementes quanto o futuro de todos são preservados.

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