Você reutiliza embalagens na limpeza? Pare agora mesmo!
Apesar de parecer inofensiva, a prática de reutilizar embalagens de produtos de limpeza pode gerar reações químicas perigosas.
Em ritmo de início de ano, dão início às famosas faxinas pesadas, tanto residencial, como empresarial, e, nesse processo, é comum a prática de facilitar o serviço, como reutilizar embalagens produtos de limpeza durante o processo de higienização de ambientes. Mas, esse ato é perigoso e traz um alerta.
De acordo com a Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp), o perigo reside na interação entre substâncias. Mesmo após o esvaziamento, resíduos químicos permanecem aderidos às paredes dos frascos. Ao abastecer essas embalagens com novos produtos, mesmo que também sejam de limpeza, pode ocorrer uma reação química imprevista, gerando gases tóxicos, irritações respiratórias severas e queimaduras.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as embalagens de saneantes não devem ser reutilizadas. A norma estabelece que os rótulos devem conter obrigatoriamente informações claras, registro da Anvisa e instruções de uso, a fim de evitar riscos e acidentes de intoxicação. Isso ocorre porque o material plástico é projetado para ser compatível especificamente com a fórmula original. Outro produto pode reagir com o plástico, comprometendo a integridade do frasco e a estabilidade do novo conteúdo.
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Produtos de limpeza profissional, especialmente os concentrados, possuem componentes que continuam ativos mesmo em quantidades mínimas. A mistura acidental de um resíduo à base de cloro com um novo produto à base de amônia, por exemplo, libera vapores altamente prejudiciais à saúde.
Apesar do frasco parecer vazio e limpo, os resíduos químicos permanecem ativos dentro das embalagens, podendo reagir com novas substâncias e gerar misturas tóxicas, liberações de gases nocivos, irritações respiratórias e outros acidentes.
“Reaproveitar embalagens químicas parece uma prática inofensiva, mas representa um risco real. Mesmo pequenas quantidades de resíduos podem causar reações perigosas ou contaminações graves. Orientamos que as embalagens sejam sempre descartadas conforme as normas ambientais e jamais reutilizadas para outros fins”, afirma Sacha Haim, presidente da Abralimp.
Além do risco químico, a reutilização compromete a segurança pela ausência de rotulagem adequada, facilitando o uso incorreto, o armazenamento indevido e a exposição de trabalhadores, crianças e idosos. No ambiente empresarial, a prática também contraria as diretrizes de segurança do trabalho e normas técnicas que regulamentam o manuseio de substâncias potencialmente perigosas.
Do ponto de vista ambiental, as embalagens químicas não são projetadas para armazenamento de alimentos, água ou objetos de consumo humano, o que pode acarretar contaminação cruzada e danos severos à saúde.
A associação reforça que a adoção de práticas seguras é essencial para preservar a saúde, impedir acidentes e promover ambientes mais sustentáveis e protegidos.





