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NÃO tenha essas plantas se você tem pets

Algumas espécies podem causar complicações graves em cães e gatos. Veja quais são elas e o que fazer em caso de emergências:

Por Redação Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
21 ago 2025, 19h00 •
Costela de Adão
 (cottonbro/Pexels)
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  • A beleza das plantas ornamentais pode esconder um risco grave para cães e gatos, os pets mais comuns nos lares brasileiros: a intoxicação por plantas. Algumas espécies encontradas frequentemente em residências possuem substâncias capazes de causar desde irritações leves até problemas graves na saúde dos animais de estimação.

    De acordo com a Profa. Dra. Catia Massari, Médica Veterinária e docente no Centro Universitário Facens, é fundamental que os tutores estejam cientes dos perigos. A prevenção é, sem dúvida, a estratégia mais eficaz. “Para isso, é essencial conhecer as plantas tóxicas e removê-las do ambiente do animal ou colocar em ambientes onde eles não têm acesso”, diz.

    Plantas tóxicas para cães e gatos

    Projeto de Studio Guadix. Na foto, sala de estar com sofá cinza e cachorro deitado no chão
    Projeto de Studio Guadix. (Guilherme Pucci/Divulgação)

    A especialista elenca algumas das plantas mais comuns em jardins que podem prejudicar a saúde dos pets:

    Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia)

    Causa irritação na boca, salivação excessiva, vômito e dificuldade para engolir.

    Copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica)

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    Provoca irritação da boca e garganta, salivação excessiva, vômito e inchaço.

    Antúrio (Anthurium)

    Belo e marcante: como cultivar Antúrio.
    (Wikimediacommons/Divulgação)

    Pode levar a inchaço e irritação na boca, dificuldade para engolir e inchaço na garganta.

    Costela-de-adão (Monstera deliciosa)

    Palmeiras, dracenas, marantas e pacovás compõem esse jardim exuberante. Projeto de Marcilene Monzani Paisagismo. Na foto, costela de adão.
    Projeto de Marcilene Monzani Paisagismo. (Fábio d’ Moràes/Divulgação)

    Causa irritação na boca, vômito e diarreia.

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    Espirradeira (Nerium oleander)

    Altamente tóxica, pode causar problemas cardíacos, respiratórios e neurológicos.

    Lírios (Lilium spp.)

    São especialmente perigosos para gatos, podendo levar a insuficiência renal grave.

    Mamona (Ricinus communis)

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    Todas as partes da planta são tóxicas, com as sementes sendo particularmente perigosas, podendo causar problemas gastrointestinais e até a morte.

    Coroa-de-Cristo (Euphorbia milii)

    Sua seiva leitosa pode causar irritação na pele e mucosas, além de possuir espinhos que podem ferir os animais.

    Jiboia (Epipremnum pinnatum)

    Como plantar e cuidar de jiboia
    (Lucie Hosova/Unsplash)

    Todas as partes são tóxicas, causando irritação na boca, vômito e dificuldade para engolir.

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    Hortênsia (Hydrangea macrophylla)

    Pode provocar vômitos, diarreia e, em casos mais graves, convulsões.

    Bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima)

    A seiva leitosa pode causar irritação na pele e mucosas.

    Para prevenir eventuais acidentes, o ideal é manter as plantas fora do alcance dos animais, colocando-as em locais altos ou usando barreiras físicas. Em casas e apartamentos, o tutor deve oferecer atividades físicas e brinquedos para distrair o animal, evitando que ele se interesse pelas plantas.

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    Dicas para deixar seus pets em segurança durante as festas de fim de ano
    (Aleksandar Cvetanovic/Pexels)

    Meu cachorro ou gato comeu uma planta tóxica, o que fazer?

    Dicas para deixar seus pets em segurança durante as festas de fim de ano
    (charlesdeluvio/Unsplash)

    A veterinária afirma que também é importante que os tutores saibam como agir em caso de emergência e reconhecer os sintomas de intoxicação é o primeiro passo para um atendimento rápido. “Vômito, diarreia, salivação excessiva, apatia, fraqueza, dificuldade respiratória, tremores ou convulsões são alguns dos sintomas. Mas também é importante observar a falta de apetite, dor abdominal, alterações cardíacas, ataxia (falta de coordenação), e em casos mais graves, paralisia, convulsões e até o coma”, explica a especialista.

    O diagnóstico de intoxicação por plantas raramente pode ser feito apenas pelos sinais. Catia explica que “é importante procurar atendimento médico veterinário imediatamente e levar uma amostra ou foto da planta ingerida ou das plantas da casa, se possível, para ajudar o veterinário a identificar o tipo de intoxicação e o tratamento adequado”.

    Em caso de suspeita de envenenamento, deve-se seguir estes passos: :

    1. Mantenha a calma e remova o animal da área: isso evita que ele entre em contato com mais substâncias tóxicas.
    2. Não provoque o vômito: salvo orientação veterinária, induzir o vômito pode causar mais danos, especialmente se o veneno for corrosivo.
    3. Não ofereça água ou alimentos: a ingestão de líquidos ou alimentos pode atrapalhar o tratamento.
    4. Observe o animal e tente identificar o veneno: leve uma amostra ou foto da planta junto com o animal ao veterinário.
    5. Procure atendimento veterinário imediatamente: leve o animal a uma clínica ou pronto-socorro veterinário o mais rápido possível.

    “A intoxicação por plantas pode variar de leve a grave e algumas plantas podem deixar sequelas permanentes ou ser fatais. Na medicina humana, há relatos frequentes de pediatras sobre a intoxicação em crianças (especialmente na primeira infância) e os animais de companhia estão, de maneira geral, expostos às mesmas substâncias tóxicas que os filhos dentro de um lar”, conclui a especialista.

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