Couro da decoração: arquiteta compartilha inspirações e dicas de aplicação
Descubra a elegância atemporal do couro na arquitetura de interiores, explorando suas aplicações e cuidados essenciais.
Ao longo das décadas, o couro se firmou como um material atemporal e cheio de potencialidades dentro da arquitetura de interiores. Muito comum em propostas mais sóbrias e clássicas, hoje o material pode – e deve – ser inserido em ambientes contemporâneos que exalam a leveza, sem perder de vista a sofisticação.
Para a arquiteta Patricia Penna, responsável pelo escritório Patricia Penna Arquitetura & Design, sua versatilidade se deve às possibilidades de cores e textura. Ainda de acordo com ela, embora sua presença possa, inclusive, protagonizar o ambiente onde está inserido, o couro é muito bem assimilado pelos mais diversos estilos de decoração.
Além disso, tanto na matéria-prima natural como sintética, o couro é empregado em diversas peças de mobiliário, peças decorativas e também como revestimento.
Onde é possível usar o couro?
Diante da infinidade de formas de uso, a profissional aponta que existe a dúvida sobre como inserir o couro e explica que tudo depende da finalidade do ambiente.
O couro sintético, por exemplo, é bem-vindo em cabeceiras infantis, por conta da facilidade de limpeza, ou cadeiras de uso externo (atenção à insolação direta) ou de uso interno.
Já o couro natural, por se tratar de uma pele natural, demanda atenção e cuidados que restringem sua aplicação. Em geral, vai muito bem em qualquer mobiliário de assento, bem como revestindo mesas, aparadores e até nas paredes. Contudo, a insolação direta e a umidade alteram as características do material.
Apartamento elegante tem painel de madeira e pedra na sala de jantar
Com essas orientações iniciais, fica mais fácil escolher qual o material mais adequado ao uso desejado. “Existe uma gama muito grande de texturas e cores de couro sintético e natural, com inúmeras possibilidades de aplicação”, explica a profissional, argumentando que tudo vai depender do gosto individual, proposta e resultado desejados pelo arquiteto e morador.
A diferença de valor entre os materiais é, também, um ponto de atenção. Além de a pele natural ter custo maior, o trabalho com ela também exige técnica diferenciada, dado que as dimensões da peça são restritas, assim como a costura e artesania.
Já a semelhança do couro sintético com um tecido, no que diz respeito à dimensão dos cortes e ao manuseio, deixa o material mais em conta.
Cuidados com a manutenção
É comum que algumas superfícies em couro sintético craquelem com o tempo e surja o ressecamento inevitável da peça. Portanto, é vital saber a composição do material e quais produtos aplicar, na manutenção cotidiana. Em geral, pano úmido e sabão neutro já são suficientes para a limpeza.
Já o couro natural precisa tanto do pano úmido como de hidratação, executada de maneira específica para o material. Caso contrário, é inevitável a perda de sua cor e características naturais. “Ele não pode com a umidade, em locais à beira-mar ou sem ventilação”, adverte.





