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Casa em São Paulo tem paredes feitas com entulho

A matéria-prima, convertida em concreto ciclópico, rendeu economia de recursos, tempo e dinheiro, além de texturas diferentes em cada ambiente

Por Redação Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
26 ago 2022, 13h00 •
  • Foto mostra piscina cercada de jardim com fachada lateral da casa feita com paredes de entulho.
    (Massimo Failutti/Divulgação)

    Transformar entulho em matéria-prima foi a grande sacada deste projeto do escritório São Paulo Criação, que evitou a circulação de dezenas de caminhões pela capital paulista para descarregar entulho e trazer tijolos.

    Foto mostra fachada frontal da casa, com garagem na divisa da calçada e escada de acesso ao piso superior, com a construção principal ao fundo.
    (Massimo Failutti/Divulgação)

    Usando restos de materiais de construção que estavam no local (escombros da antiga casa), economizou-se dinheiro, tempo e recursos, além de poupar a poluição causada pelo diesel e algumas toneladas de CO2 à atmosfera.

    Lateral da casa com paredes de entulho em frente à piscina e ao jardim.

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    Para subir as paredes, o arquiteto Rafic Farah usou destroços de alvenaria, contrapiso etc. para rechear os moldes de madeira, que foram depois preenchidos com argamassa fluida.

    Parede com pedaços de alvenaria aparente e quadro de natureza com mesa em laca branca e cadeiras pretas.
    (Massimo Failutti/Divulgação)

    O resultado estético também agradou. As paredes, que têm boa qualidade termoacústica, saíram cada uma com uma textura diferente à medida que iam sendo erguidas com o material que estava à mão. Algumas caiadas, outras não, são memórias daquilo que existiu.

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    Na sala de estar, paredes de entulho na lateral se integram à varanda externa.
    (Massimo Failutti/Divulgação)

    “Neste projeto, mantive uma certa volumetria típica do bairro e busquei não somente uma harmonia espacial, mas repensar e enaltecer técnicas construtivas, complementares, eficazes e econômicas, em poéticas espaciais. Proporcionar aos habitantes da casa, um constante prazer de morar. Talvez tenha sido esse o partido”, conta o arquiteto Rafic Farah, que assina o projeto.

    Área gourmet tem parede de entulho na bancada de trabalho com armários pintados de azul e cobertura translúcida integrada ao jardim.
    (Massimo Failutti/Divulgação)
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    As duas únicas paredes de concreto, paralelas, têm a função de contraventar toda a edificação e ainda sustentam as pesadas caixas d’água.

    Escada metálica interna tem parede de vitral que amplia a luz natural e permite manter um jardim de inverno.

    Entre elas, há a escada e um vitral ao fundo, que amplia a luz natural e a ventilação cruzada. A casa dispõe ainda de placas fotovoltaicas e aproveitamento de água da chuva.

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