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Como se proteger do calor extremo: 7 dicas essenciais para sua saúde

Com o calor intenso, sua saúde exige atenção. Saiba o que fazer para evitar desidratação, insolação e proteger seu corpo do calor extremo.

Por Redação Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
5 jan 2026, 19h00 • Atualizado em 5 jan 2026, 21h46
Ventilador ou climatizador? Descubra a melhor opção para enfrentar o calor.
 (Freepik/Divulgação)
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  • As ondas de calor e temperaturas elevadas podem representar sérios riscos à sua saúde e bem-estar. O corpo humano é submetido a um estresse considerável, levando a consequências que vão desde a desidratação até problemas cardiovasculares e danos à pele. Por isso, é fundamental adotar medidas preventivas para proteger-se neste período de calor extremo.

    Os impactos do calor extremo na sua saúde

    A endocrinologista Dra. Deborah Beranger explica que “o calor leva à perda excessiva de líquidos e sais minerais, aumentando o risco de desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos. Além disso, as altas temperaturas causam vasodilatação, sobrecarregando o coração para bombear o sangue”.

    Ventilador ou climatizador? Descubra a melhor opção para enfrentar o calor.
    (Toshi Kuji/Unsplash)

    Essa sobrecarga afeta diretamente o sistema vascular. A cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita detalha que “a vasodilatação resulta em sobrecarga nas veias dos membros inferiores, tornando mais comuns sintomas como cansaço, sensação de peso, cãibras, dor e edemas. O risco de problemas vasculares, como trombose e varizes, também aumenta significativamente”.

    A pele, nossa primeira barreira protetora, também sofre. A dermatologista Dra. Cintia Guedes reforça que “a incapacidade de resfriar o corpo adequadamente durante eventos de alto calor pode levar à insolação e, em casos extremos, à morte. A maior exposição ao sol em dias quentes eleva o risco de câncer de pele“. Por isso, seguir as orientações abaixo é crucial para sua segurança e saúde no calor.

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    7 dicas essenciais para proteger sua saúde no calor

    Como reduzir os danos à saúde devido aos incêndios
    (Engin Akyurt/Unsplash)

    1. Mantenha-se hidratado constantemente:hidratação é essencial nos dias quentes. A médica nutróloga Dra. Marcella Garcez explica que o corpo intensifica a transpiração para manter a temperatura ideal, aumentando a perda de água. Beba, no mínimo, dois litros de água por dia – ou multiplique seu peso por 0,03 para uma estimativa mais precisa. Complemente com sucos naturais, chás e alimentos ricos em água, como melancia e pepino.

    2. Revise seus hábitos alimentares e de consumo: evite hábitos que favorecem a desidratação. Reduza o consumo de bebidas alcoólicas, pois o álcool é diurético; se beber, alterne com o dobro de água. Controle também a ingestão de alimentos ricos em sal, que elevam a pressão arterial e contribuem para a retenção de líquidos e sobrecarga circulatória, segundo a Dra. Aline Lamaita.

    3. Use o ar-condicionado com moderação e estratégia: o ar-condicionado é um aliado, mas seu uso excessivo pode ressecar o ar e causar problemas respiratórios e de pele. O Dr. Danilo S. Talarico, médico em Tricologia e Dermatologia, sugere estratégias adicionais para resfriar o ambiente: mantenha janelas abertas para ventilação, use iluminação LED e invista em plantas. Se usar o ar-condicionado, utilize um umidificador de ar e hidrate a pele com cosméticos adequados, como indica a Dra. Cintia Guedes.

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    4. Proteja sua pele do sol diariamente: a fotoproteção é inegociável. A dermatologista Dra. Lilian Brasileiro recomenda um protetor solar com FPS mínimo de 30 e proteção UVA/UVB. A radiação solar causa fotoenvelhecimento e lesões pré-cancerosas. Reaplicar o protetor a cada 3 horas (ou mais frequentemente se suar ou entrar na água) é crucial, como reforça a Dra. Cintia Guedes.

    5. Escolha roupas leves e adequadas: opte por roupas leves e frescas. O Dr. Danilo Talarico aconselha tecidos naturais como algodão, que absorvem o suor e permitem a ventilação. Cores claras também ajudam a refletir o calor. Em caso de exposição solar, considere roupas com FPU (Fator de Proteção Ultravioleta) para uma barreira extra contra os raios solares.

    6. Minimize a exposição direta ao sol: reduza a exposição solar, especialmente nos horários de pico. A dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff indica o uso de chapéus, óculos de sol com proteção UV e permanência na sombra (guarda-sol, sombrinha), mas sempre em conjunto com o protetor solar, pois essas barreiras físicas oferecem proteção limitada. Evite o sol direto entre 10h e 16h, período de maior radiação, para prevenir danos oxidativos e inflamação da pele, conforme a Dra. Lilian Brasileiro.

    7. Esteja atento aos sinais do seu corpo: preste atenção aos sintomas que seu corpo manifesta. Reconhecer os sinais de problemas de saúde relacionados ao calor pode ser vital para uma intervenção rápida.

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    Sinais de alerta: identificando problemas de saúde causados pelo calor

    Ventilador ou climatizador? Descubra a melhor opção para enfrentar o calor.
    (Freepik/Divulgação)

    A desidratação se manifesta com sede, urina escura, cansaço, fraqueza, tontura, dor de cabeça, náuseas e boca seca, segundo a Dra. Marcella Garcez. A insolação apresenta febre, fraqueza, vômitos e queimaduras na pele, como aponta a Dra. Deborah Beranger. Desorientação e cãibras podem indicar perda de eletrólitos. O inchaço, comum em dias quentes, é um sinal de má circulação, alertado pela Dra. Aline Lamaita.

    Problemas respiratórios como sinusite e rinite podem surgir do ressecamento das vias aéreas, e desmaios podem ser indicativos de queda de pressão. Em qualquer um desses casos, especialmente se os sintomas persistirem ou forem severos, busque atendimento médico imediatamente. Sua saúde é prioridade no calor extremo.

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